
Vôlei: Brasil busca vaga olímpica no Sul-Americano após eliminação na VNL
A seleção masculina de vôlei do Brasil enfrenta um momento de reconstrução após a eliminação inédita na fase classificatória da Liga das Nações (VNL). Pela primeira vez, a equipe verde-amarela não avançou à fase final do torneio, resultado que acendeu alertas e reforçou a necessidade de evolução rápida. O próximo desafio é o Sul-Americano, que acontecerá de 15 a 20 de setembro no Maracanãzinho, e valerá vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Queda precoce na VNL
Nas sete edições anteriores da VNL, o Brasil sempre esteve na fase final — inclusive conquistou o título em 2021. A eliminação precoce deste ano repete um cenário raro na história recente, já que na antiga Liga Mundial (1990-2017) o país só ficou de fora das finais uma vez, em 1991. O técnico Bernardinho reconheceu as dificuldades: “Não conseguimos o primeiro objetivo do ano. O trabalho e o amadurecimento têm que continuar. Vamos treinar de olho no Sul-Americano.”
Sul-Americano: a primeira chance
O torneio continental será a primeira oportunidade de carimbar o passaporte para Los Angeles. O campeão garante vaga direta, juntando-se aos Estados Unidos (país-sede). O Brasil, que disputou todas as 16 edições olímpicas desde 1964, não quer interromper essa sequência. Mas o retrospecto recente preocupa: em 2023, no Recife, a Argentina venceu o Brasil pela primeira vez em uma decisão sul-americana, quebrando uma hegemonia de décadas. Em 2024, nos Jogos de Paris, a seleção caiu nas quartas de final e terminou em oitavo lugar, o pior desempenho desde 1972. No Mundial de 2025, o Brasil também foi eliminado na primeira fase, obtendo a pior classificação da história, em 17º lugar.
Outras rotas para Los Angeles 2028
Caso não conquiste o Sul-Americano, o Brasil terá mais duas chances. A segunda oportunidade será no Campeonato Mundial de 2027, na Polônia, onde os três melhores times que ainda não se classificaram por meio dos continentais garantirão vaga. Por fim, as últimas três vagas serão distribuídas pelo ranking mundial da Volleyball World, que será fechado em junho de 2028. Atualmente, o Brasil ocupa a 7ª posição no ranking, o que torna cada partida crucial para não perder posições.
A eliminação na VNL e as marcas negativas dos últimos anos mostram que o time precisa de ajustes urgentes. Como disse Bernardinho, “as críticas são legítimas, mas a autocrítica é bem maior”. O Sul-Americano no Maracanãzinho será o primeiro teste de fogo para recuperar a confiança e garantir a presença em mais uma Olimpíada.
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