
Seleção brasileira depende de resultados alheios para liderar Grupo C
A seleção brasileira enfrenta a Escócia nesta quarta-feira, às 19h (horário de Brasília), de olho no primeiro lugar do Grupo C da Copa do Mundo. Só que o destino dos comandados de Carlo Ancelotti não será decidido apenas em Miami. A mil quilômetros dali, em Atlanta, o resultado de Marrocos x Haiti pode mudar o caminho dos pentacampeões do mundo. Além de vencer os escoceses, o Brasil precisa ficar de olho no saldo de gols para saber como avançará para a fase de 16-avos de final, uma novidade no Mundial de 48 seleções.
Cenário inédito para o Brasil
O empate na estreia e os resultados da segunda rodada criaram uma situação inédita para a seleção brasileira: desde que a fase de grupos passou a ter jogos simultâneos na terceira rodada, em 1986, o Brasil nunca dependeu de resultados alheios para ser primeiro colocado. Desde então, a seleção sempre chegou ao último jogo com o primeiro lugar assegurado ou dependendo apenas de si mesma para garantir a posição. Em todas as Copas, fechou a fase de grupos em primeiro lugar — mesmo com derrota, como em 1998 (contra a Noruega) e 2022 (diante de Camarões).
A matemática da vaga
Os comandados de Ancelotti chegam ao duelo contra os escoceses com quatro pontos e três gols de saldo, construídos na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. Marrocos, que enfrenta os haitianos, também tem quatro pontos, com um gol de saldo — fruto da vitória por 1 a 0 sobre a Escócia. A seleção brasileira pode se classificar em primeiro lugar até com um empate, desde que Marrocos não vença o Haiti. Se os africanos confirmarem o amplo favoritismo e ficarem com a vitória, Vini Jr. e companhia teriam de vencer a Escócia, mantendo a vantagem no saldo.
O confronto direto é o primeiro critério para desempate entre seleções com o mesmo número de pontos. Como Brasil e Marrocos empataram, o saldo de gols entre todos os jogos do grupo passa a ser o primeiro critério. Depois, viria o número de gols marcados em todas as partidas; e, por fim, a seleção com menor número de cartões amarelos e vermelhos — por enquanto, Marrocos recebeu apenas um cartão; os jogadores brasileiros somam três. Nesse cenário, levando em conta que a vantagem no critério dos cartões é marroquina, a seleção brasileira precisaria superar o saldo de Marrocos, ou empatar o saldo e superar o número de gols marcados. Um exemplo: se Marrocos vencer o Haiti por 3 a 0, o Brasil garantiria o primeiro lugar vencendo por 2 a 1, pelo número de gols marcados — uma vitória por 1 a 0 levaria a decisão para o número de cartões.
Vale a pena ser primeiro?
A primeira colocação no grupo vale mais do que um teórico cruzamento mais fácil na fase seguinte. Mais do que encarar Holanda, Suécia ou Japão — até porque os jogos serão posteriores —, há questões de logística envolvidas. O planejamento da CBF para a Copa do Mundo foi feito com base na seleção brasileira terminando a fase de grupos na primeira colocação. Isso inclui preservar toda a estrutura montada pela delegação em Basking Ridge, em Nova Jersey. Se avançar em segundo lugar, a equipe praticamente se tornará uma seleção itinerante. O primeiro compromisso do mata-mata seria em Monterrey, no México. Caso avance, o caminho seguiria por Houston, depois Boston e, eventualmente, Dallas, onde seria disputada a semifinal. Toda essa rotina de viagens e mudanças em locais de treinos não é bem vista dentro da comissão técnica e da CBF. Ficar em segundo lugar no grupo não está no planejamento do caminho ideal para o hexa. Mas, agora, a seleção já não pode controlar o seu destino na Copa.
— Lance do Jogo
Aposte na Betnacional, a bet dos brasileiros!
Abra sua conta e aposte via PIX com saque rápido →Aviso: Jogos de apostas são proibidos para menores de 18 anos. Aposte com moderação. O jogo deve ser visto como entretenimento. Jogue com responsabilidade.





