
Léo Ortiz, do Flamengo, exalta João Fonseca e sua humildade
O zagueiro do Flamengo, Léo Ortiz, foi uma das presenças vip no UTS Rio, na noite de sexta-feira. Ao lado da esposa Maitê e da sobrinha Nina, o jogador assistiu aos dois jogos de João Fonseca no Maracanãzinho. O atleta rubro-negro, filho do ex-jogador de futsal Ortiz, falou sobre sua paixão pelo tênis.
Há pouco mais de um mês, Ortiz e a esposa — que estão na contagem regressiva para o nascimento da primeira filha, Serena — foram a Paris acompanhar o segundo Grand Slam da temporada. Pé-quente, o zagueiro viu de perto a melhor campanha de João Fonseca em torneios desse nível, as quartas de final.
— O tênis é um esporte que admiro muito, cada vez mais curto acompanhar. Já tinha ido ao Rio Open uma vez e, nessa parada para a Copa do Mundo, fomos a Roland Garros, acompanhamos os jogos do João — revelou o camisa 3 do Flamengo.
Forehand impressionante
Perguntado sobre o que mais lhe agrada no jogo de João Fonseca, Ortiz não hesitou:
— É o forehand (direita), não tem como. Vendo de perto, o que acelera a bola é impressionante. Fico muito feliz por ele. Já tive contato de conversar com ele pelo Instagram.
Humildade de João Fonseca
Ortiz também destacou a humildade do número 27 do mundo, de 19 anos:
— É um cara muito pé no chão. Tenho certeza de que vai chegar muito longe. Estar próximo do top 20 do mundo hoje já é algo muito relevante. Às vezes, no Brasil, a gente desvaloriza isso e quer que ele atropele as coisas, que vença todos os Grand Slams de uma vez. Mas não é assim. Com o trabalho dele, a cabeça que tem, a família e os treinadores, ele vai chegar longe. Espero que possamos vê-lo ganhando Grand Slams.
Em Paris, o rubro-negro lamentou não ter visto o espanhol Carlos Alcaraz, lesionado no punho e ausente do torneio.
— Com certeza, entre os estrangeiros, ele é o cara que mais admiro ver jogar. Traz um tênis fora da caixinha, tem muita variação, sabe jogar de todas as formas, é muito carismático. Deixa o tênis mais leve. É o cara que mais gosto de acompanhar hoje, junto com os brasileiros.
Sparring da esposa
Ortiz revela que, quando encerrar a carreira nos gramados, a prioridade será aprimorar o nível no tênis. Enquanto isso, vai à quadra quando a agenda permite:
— Eu brinco quando tem espaço entre jogos e treinos. Nas férias a gente costuma brincar. Minha esposa faz aula, então às vezes faço um teste para ela, como sparring — revela, rindo.
Sobre o UTS Rio, com regras diferentes do tênis tradicional, o zagueiro aprovou:
— Esse evento é diferente, mas está sendo muito legal para ficar próximo dos jogadores, das nossas futuras estrelas. O João já é uma realidade, mas o Guto (Miguel, de 17 anos) está surgindo bem. Ter cada vez mais brasileiros nos motiva a acompanhar.
Retomada no futebol
Em recuperação de lesão na coxa direita, Ortiz projetou a volta do Flamengo após a pausa para a Copa do Mundo:
— A expectativa é continuar disputando títulos, como sempre fizemos. Fizemos a melhor campanha da Libertadores, estamos em segundo no Brasileiro. Agora é um momento-chave, muitos jogos, só decisão. É se preparar da melhor maneira e conquistar títulos.
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