Ex-jogador da NBA se declara culpado em esquema de apostas ilegais

Ex-jogador da NBA se declara culpado em esquema de apostas ilegais

Ex-jogador da NBA se declara culpado em esquema de apostas ilegais

O esporte profissional norte-americano enfrenta mais um grave alerta de integridade e compliance. O ex-jogador e treinador da National Basketball Association (NBA), Damon Jones, decidiu mudar sua estratégia de defesa e deve se declarar culpado por conspiração criminal envolvendo um duplo esquema de apostas ilegais.

Com audiência marcada para o dia 28 de abril, o caso corre na justiça federal e expõe duas frentes de fraude corporativa: o uso de informações internas privilegiadas para lucrar no mercado esportivo e a captação de grandes investidores para mesas de poker clandestinas controladas pela máfia.

Como o vazamento de dados internos alimentava o esquema de apostas ilegais na NBA

A principal frente da acusação ilustra uma falha crítica no controle de informações confidenciais. Aproveitando-se de uma afiliação informal com a franquia Los Angeles Lakers, Jones acessava relatórios médicos restritos sobre a condição física dos atletas. Em seguida, ele vendia esses detalhes para uma rede de apostadores antes que a liga publicasse os boletins oficiais.

A investigação materializou a fraude ao interceptar uma mensagem de texto enviada por Jones a um parceiro em 9 de fevereiro de 2023, horas antes de um confronto contra o Milwaukee Bucks. O ex-jogador foi explícito ao repassar a informação privilegiada sobre a ausência de um grande astro da equipe, que as investigações apontam ser LeBron James: “Faça uma aposta grande no Milwaukee hoje à noite antes que a informação saia! O [Jogador 3] está fora hoje. Aposte o suficiente para o Djones poder comer”.

O atleta citado realmente não entrou em quadra, e o time de Los Angeles perdeu o jogo. A operação também denunciou o atual jogador Terry Rozier, que, ao contrário de Jones, se declarou inocente e pediu a anulação das acusações, aguardando uma decisão judicial para o final deste mês.

O uso da fama como “Face Card” e os bastidores do acordo judicial

Além do escândalo no basquete, os promotores federais detalham a participação de Jones em uma sofisticada rede de poker manipulada. Nesse segundo processo, ele atuava sob o codinome de “Face Card” (o rosto conhecido da operação). Sua função era utilizar o próprio prestígio como ex-atleta profissional para atrair vítimas de alto poder aquisitivo para jogos, recebendo uma comissão sobre os lucros.

Jones é o primeiro réu dessas investigações a sinalizar um acordo de confissão, o que representa uma reviravolta no andamento do processo. No entanto, a sua equipe de defesa fez questão de esclarecer à emissora norte-americana ABC News que os termos negociados não obrigam o ex-jogador a atuar como informante ou cooperar com os promotores contra os outros corréus. Até o momento, a promotoria federal optou por manter o silêncio e não comentar o desdobramento do acordo.

— Lance do Jogo