
CBV adota regra do COI e Tifanny Abreu fica fora do vôlei
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) comunicou, na noite desta sexta-feira (14), a implantação de uma nova política de elegibilidade para o vôlei feminino. A medida segue as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e limita a categoria a atletas do sexo biológico feminino. Com isso, a oposta Tifanny Abreu, primeira transexual a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro, está impedida de seguir competindo.
Atualmente com 41 anos, Tifanny defende o Osasco São Cristóvão Saúde desde 2021 e é multicampeã pelo clube. A novidade, no entanto, muda o cenário para a jogadora, que já não poderá ser escalada nas próximas partidas.
Nota oficial do Osasco
O Osasco São Cristóvão Saúde divulgou uma nota oficial na qual afirma ter sido surpreendido pela publicação da norma. Segundo o clube, a política foi elaborada “sem qualquer participação ou opinião prévia” da equipe. A diretoria ainda avalia os próximos passos com o departamento jurídico.
Na manifestação, o clube reforça o apoio integral à atleta. “O clube reafirma seu integral apoio a Tifanny neste momento e reforça seu compromisso permanente com o respeito e a valorização de todas as pessoas que fazem parte da sua história”, diz um trecho da nota.
O que muda no vôlei
A nova regra da CBV segue os fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, que já vigora nas principais federações mundiais. A orientação é que apenas mulheres cisgênero, ou seja, que nasceram com o sexo biológico feminino, possam disputar a categoria feminina.
Com a decisão, a CBV se alinha ao cenário internacional, mas gera debate sobre inclusão e direitos de atletas trans. Enquanto isso, Tifanny e o Osasco aguardam desdobramentos jurídicos. O caso promete movimentar o cenário esportivo brasileiro.
— Lance do Jogo







