
A Evolução da Moda no Tênis: Das Quadras às Passarelas
A Ascensão do Estilo nas Quadras
Como o esporte moldou a linguagem estética global? Da pioneira francesa Suzanne Lenglen, que nos anos 1920 revolucionou o vestuário esportivo com Jean Patou, a Naomi Osaka, que transforma Grand Slams em verdadeiros desfiles autorais, o tênis consolidou-se como um dos maiores palcos da moda mundial. Esta trajetória inclui nomes icônicos como Ted Tinling, cujas criações desafiaram o conservadorismo de Wimbledon, e a ascensão de marcas fundadas por lendas, como Lacoste e Fred Perry.
A Revolução de Ted Tinling
O estilista Ted Tinling foi fundamental na transformação visual do esporte. Em 1949, ele causou escândalo ao vestir Gertrude “Gussie” Moran com uma calcinha rendada, desafiando o dress code. Anos mais tarde, em 1962, o famoso “shortinho rosa” de Maria Esther Bueno em Wimbledon forçou a formalização das regras de vestimenta branca. Esses episódios marcaram a transição do tênis para um esporte onde a vestimenta é uma extensão da personalidade do atleta.
Do Atleta ao Empreendedor
O século XX foi dominado por tenistas que criaram marcas próprias, como René Lacoste e Fred Perry, seguidos pela era das grifes italianas como Fila e Ellesse, que ditaram a moda nos anos 80. No cenário atual, a relação se inverteu: atletas como Roger Federer tornaram-se sócios estratégicos de empresas como a On, enquanto novas marcas brasileiras, a exemplo da Slyce, exploram o fenômeno do tenniscore para conectar o esporte ao cotidiano.
Identidade e Luxo no Século XXI
Hoje, tenistas utilizam a moda para afirmar sua identidade. Serena Williams, com seus looks icônicos assinados por Virgil Abloh, e Maria Sharapova, com suas parcerias de alta-costura, elevaram o nível da disputa estética. Atualmente, grifes de luxo como Gucci, Louis Vuitton e Dior disputam espaço nas quadras, tratando cada partida como uma vitrine global de prestígio, provando que o tênis é, indiscutivelmente, um evento de moda.
— Lance do Jogo





