Expulsão no intervalo: regra que permitiu cartão vermelho na Supercopa

Expulsão no intervalo: regra que permitiu cartão vermelho na Supercopa

Expulsão no intervalo: regra que permitiu cartão vermelho na Supercopa

Um lance inusitado e polêmico marcou a grande final da Supercopa do Brasil de 2026 entre Flamengo e Corinthians, em Brasília. O meia Jorge Carrascal foi expulso de campo durante o retorno das equipes para o segundo tempo, gerando confusão nas arquibancadas e entre os telespectadores. Afinal, o primeiro tempo já havia terminado e os times tinham ido para os vestiários. O árbitro pode expulsar um jogador neste intervalo? O time volta com um a menos? Entenda a regra.

O que aconteceu na partida?

Nos instantes finais da primeira etapa, fora da disputa de bola, Carrascal acertou uma cotovelada no rosto do meia corintiano Breno Bidon. O árbitro encerrou o primeiro tempo logo na sequência, e os times deixaram o gramado com a impressão de que o lance havia passado.

No entanto, assim que as equipes retornaram para o segundo tempo, o árbitro Rafael Klein foi chamado pelo VAR ao monitor. Após rever as imagens, ele confirmou a agressão e aplicou o cartão vermelho direto para o colombiano antes de autorizar o reinício da partida.

O que diz a regra do futebol?

A expulsão foi legítima. De acordo com as diretrizes da IFAB (International Football Association Board), órgão que regula as leis do futebol, a autoridade do árbitro não se encerra com o apito do intervalo.

Veja os pontos principais da regra que validam a decisão:

  • Autoridade do Árbitro: O juiz tem poder disciplinar desde o momento em que entra no campo para a inspeção pré-jogo até o apito final, o que inclui o intervalo, a prorrogação e disputas de pênaltis.
  • Revisão do VAR: O VAR pode recomendar a revisão de um lance de cartão vermelho direto (agressão) a qualquer momento antes do reinício do jogo. Como a partida ainda não havia recomeçado para o segundo tempo, a revisão é legal.

Flamengo joga com um a menos?

Sim. A maior dúvida dos torcedores era se o Flamengo poderia substituir Carrascal, já que a expulsão ocorreu tecnicamente no intervalo. A regra é clara: se um jogador é expulso devido a uma revisão do VAR no intervalo, a equipe não pode substituí-lo e deve reiniciar a partida com um jogador a menos. O time perde a vaga daquele atleta em campo. Portanto, o Rubro-Negro joga todo o segundo tempo com 10 homens.

Este caso serve como exemplo importante sobre como as regras do futebol moderno, especialmente com a implementação do VAR, podem impactar decisões cruciais em momentos inesperados. A aplicação correta das leis do jogo garante justiça esportiva, mesmo quando ocorre fora do tempo regulamentar de jogo.

— Lance do Jogo