
Guilherme Schmitz: do Fluminense ao vôlei peruano em busca do Mundial
Guilherme Schmitz: do Fluminense ao vôlei peruano em busca do Mundial
O técnico brasileiro Guilherme Schmitz vive um momento decisivo em sua carreira. Após construir uma temporada histórica no Fluminense, ele agora comanda o Universidad San Martín, do Peru, que estreia nesta quinta-feira (19) no Sul-Americano de Clubes de vôlei feminino. O desafio é grande: conquistar uma vaga no Mundial de Clubes.
Entre 2020 e 2025, Schmitz foi o treinador principal do Fluminense. Seu auge foi na temporada 2024/25, quando levou o Tricolor à sua melhor campanha na fase de grupos da Superliga, fechando em quarto lugar com 43 pontos. Apesar da eliminação nas quartas de final para o Sesi Bauru, o trabalho chamou a atenção internacional.
O convite do San Martín chegou em um momento de transição. Schmitz já acumulava a função de técnico da Seleção Adulta da Colômbia, mantendo uma rotina intensa que incluiu passagens pelas categorias de base da Seleção Brasileira. “É muito interessante conduzir essas duas responsabilidades. O calendário internacional de seleções não contrapõe o de clubes”, explica o treinador, que destaca o apoio de sua equipe para gerir a dupla função.
A decisão de mudar para o voleibol peruano foi tomada em comum acordo com a diretoria do Fluminense. Schmitz via uma oportunidade de se arriscar em um novo desafio. “Queria me arriscar em um desafio diferente”, afirma. Agora, no comando do San Martín, que ocupa a segunda posição na Liga Peruana, ele avalia o cenário local. “A Liga Peruana vem crescendo não só no nível técnico, mas também como produto. Mesmo assim, existe uma grande diferença na qualidade”, pondera.
A estreia no Sul-Americano de Clubes será contra o Alianza Lima, em um clássico peruano em Lima, às 19h (horário de Brasília). Para Schmitz, a competição é uma chance de elevar o nome do clube e buscar a classificação para o Mundial de Clubes. “A maior meta é conquistar a vaga no Mundial. Para isso, teremos que chegar à final do Sul-Americano”, projeta.
Enquanto o Brasil terá dois representantes no torneio continental – Osasco e Sesi Bauru –, Schmitz representa a expertise técnica brasileira em solo estrangeiro. Sua trajetória, que vai do sucesso no Fluminense ao desafio no Peru, mostra a globalização do voleibol e a busca constante por novos horizontes.
— Lance do Jogo






