Leo Storck: A ascensão do tênis com backhand de uma mão

Leo Storck: A ascensão do tênis com backhand de uma mão

A rara técnica do backhand de uma mão no tênis moderno

Em um circuito dominado por tenistas que utilizam as duas mãos para a esquerda, Leo Storck surge como uma exceção notável. Aos 17 anos e ocupando a 30ª posição no ranking mundial juvenil, o jovem talento natural de Tangará da Serra, Mato Grosso, mantém viva a tradição do backhand de uma mão, golpe que consagrou lendas como Roger Federer e Stan Wawrinka. No entanto, a trajetória de Storck revela que essa escolha técnica esteve longe de ser uma unanimidade em seu desenvolvimento.

Entre a resistência e o desejo de mudança

Diferente do que se poderia imaginar, Storck não nasceu apaixonado pelo seu estilo. Até cerca de um ano e meio atrás, o atleta cogitava seriamente migrar para o backhand de duas mãos, buscando a consistência que a elite do esporte, como Novak Djokovic e Carlos Alcaraz, apresenta. “Quando eu era mais novo, eu sempre quis mudar. O backhand de uma mão exige muita força e, enquanto eu crescia, era difícil competir contra quem atacava minha esquerda”, confessa o tenista.

A consolidação em Roland Garros

O ponto de virada para Storck ocorreu durante a temporada de 2026, com um desempenho expressivo em Roland Garros, onde alcançou as semifinais. O resultado não apenas elevou sua confiança, mas também validou seu estilo de jogo frente aos melhores juvenis do mundo. Segundo Storck, a chave para o sucesso com o golpe de uma mão reside na capacidade de variar o jogo, especialmente com a utilização estratégica do slice, uma ferramenta essencial para neutralizar bolas mais rápidas.

Foco no futuro profissional

Após furar o qualifying de um Challenger 125, Storck demonstra maturidade ao definir seus próximos passos. Embora ainda dispute os Grand Slams juvenis, seu objetivo principal está claro: alcançar o top 100 do ranking profissional da ATP e, eventualmente, consolidar-se entre os 20 melhores tenistas do mundo. Com uma base sólida construída desde a infância, sob a tutela de seu avô, o mato-grossense segue firme em sua jornada, provando que, mesmo “a contragosto” em um passado recente, o backhand de uma mão pode ser uma arma poderosa no tênis contemporâneo.

— Lance do Jogo