Expansão da NBA: consórcio quer arena indígena em Seattle

Expansão da NBA: consórcio quer arena indígena em Seattle

A espera pode estar perto do fim. Seattle, que perdeu os SuperSonics para Oklahoma City em 2008, voltou a ser protagonista na corrida pela expansão da NBA. Desta vez, o impulso vem de uma aliança inusitada: a BlackSun Private Equity, em parceria com as Tribos Tulalip, apresentou uma proposta para trazer uma nova franquia à cidade. O plano inclui a construção de uma arena e distrito de entretenimento em terras indígenas, em Marysville, a 56 km do centro.

Projeto une investimento bilionário e comunidade

A proposta foi formalizada em agosto e promete inovar no modelo de propriedade. Além da arena, o complexo contará com distrito de entretenimento. O CEO Atonn Muhammad afirma que o fundo tem capacidade de levantar até US$ 8,1 bilhões (cerca de R$ 41,3 bilhões), com foco em desenvolvimento regional e valorização das comunidades originárias. Para Nick Rathod, diretor global de estratégia da BlackSun, a ideia é contrastar com negociações especulativas vistas no mercado esportivo e construir um legado duradouro.

Mobilidade é o maior desafio

O projeto, porém, esbarra na logística. O trajeto do centro de Seattle até Marysville pode levar mais de uma hora no horário de pico, o que preocupa torcedores. A empresa estuda melhorias no transporte, estacionamentos integrados e traslados para garantir o deslocamento nos dias de jogo.

Disputa com grupo da Climate Pledge Arena

Na concorrência pela vaga, a BlackSun enfrenta a One Roof Sports and Entertainment, liderada por Samantha Holloway, mesma executiva à frente do Seattle Kraken, da NHL. O grupo rival tem a vantagem de já administrar a Climate Pledge Arena, na região central. A decisão final caberá à NBA, que observa o novo capítulo da história do basquete no Pacífico Noroeste.

— Lance do Jogo