
Neymar zomba de economista que previu eliminação do Brasil
Após a vitória suada da Seleção Brasileira sobre o Japão, o meia-atacante Neymar Jr. recorreu às redes sociais para ironizar Joachim Klement, estrategista da Panmure Liberum, banco de investimentos britânico. Em abril, Klement publicou um relatório quadrienal com um modelo econométrico baseado em PIB per capita, tamanho populacional, temperatura média e vantagem de mandante — variáveis que, segundo ele, explicariam 55% da variação de desempenho das seleções no ranking da Fifa. Os outros 45% seriam puro acaso.
O modelo previa a eliminação do Brasil pelo Japão e apontava a Holanda como campeã da Copa do Mundo. “Sr. Joachim Klement, por favor, tentar na próxima Copa”, provocou Neymar. A zebra, porém, veio dos países nórdicos de Erling Haaland, não do Oriente de Takefusa Kubo. A Holanda caiu nos pênaltis para o Marrocos nas oitavas de final, frustrando as previsões do alemão, que se vangloriava de ter acertado os vencedores de 2014, 2018 e 2022.
Com as semifinais definidas, é hora de analisar: Klement acertou ou errou mais? Na fase de grupos, o modelo acertou 17 das 24 seleções classificadas em primeiro ou segundo lugar — 70,8% de acerto. Entre os terceiros colocados, apenas Suécia e Argélia foram apostas certeiras (25% de acerto). Cabo Verde, com 13% de chance, passou; Uruguai, com 43%, foi eliminado. “A bola na rede não está sujeita a modelo econométrico”, ironizam os analistas.
No mata-mata, os erros foram maiores. A Holanda, projetada campeã, caiu nas oitavas. A Alemanha — que Klement via avançando com folga até enfrentar a França — perdeu para o Paraguai nos pênaltis. Portugal, cotado para a final, foi eliminado pela Espanha nos acréscimos. Dos finalistas previstos, nenhum passou da segunda rodada eliminatória. O economista acertou que Inglaterra e Espanha estariam nas semis, mas errou os confrontos.
Nas oitavas, apenas seis dos 16 confrontos coincidiram com o modelo; destes, Klement acertou o vencedor em cinco (31% de acerto bruto). Nas quartas, só Espanha x Bélgica correspondeu à previsão. “Se eu estiver certo, é habilidade; se errado, a culpa é de outra pessoa”, brinca o alemão, que não divulga a equação completa. Se o critério fosse apenas renda per capita, Suíça, EUA, Austrália e Holanda estariam nas semis. Pelo tamanho populacional, EUA, Brasil, México e Japão. Pelo clima, o Brasil não seria pentacampeão.
No fim, economistas fazem projeções; quem faz gol é atacante. E Neymar, com seu gol e sua ironia, mostrou que o futebol escapa a qualquer modelo.
— Lance do Jogo
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