
Brasil e Japão se enfrentam em jogo decisivo pela VNL feminina 2026
A seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta o Japão nesta quarta-feira, em Osaka, pela terceira semana da Liga das Nações. O time de José Roberto Guimarães precisa de pelo menos duas vitórias na etapa japonesa para garantir vaga na fase final, em Macau, na China. A partida é vista como chave para as ambições da equipe no torneio e também para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028.
Semana decisiva e olho em Los Angeles 2028
O Brasil chega ao Japão como vice-líder da VNL 2026, com sete vitórias e apenas uma derrota, atrás apenas dos Estados Unidos no critério de desempate. Os resultados em Osaka não definem apenas o futuro imediato na competição: pesam também na corrida por vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Com uma campanha sólida, o grupo precisa de ao menos duas vitórias para assegurar um lugar entre as oito seleções que seguirão para o mata-mata em Macau.
Desfalques e ajustes na equipe
O Brasil desembarca em Osaka sem duas peças importantes: a capitã Gabi, com desconforto lombar, e a central Tainara, lesionada no joelho direito. Para suprir as ausências, a oposta Maiara Basso foi convocada e reorganiza o ataque brasileiro. A falta da capitã altera a liderança em quadra e exige que outras jogadoras assumam papéis mais decisivos, testando a profundidade do elenco.
Japão em queda, mas perigoso em casa
O Japão, quinto colocado na VNL, chega ao confronto sob desconfiança após duas derrotas seguidas para República Dominicana e Itália. No entanto, a equipe mantém um núcleo experiente com as ponteiras Yoshino Sato e Mayu Ishikawa e a oposta Yukiko Wada, combinando velocidade e defesa forte. O histórico recente favorece o Brasil, com oito vitórias em nove jogos, mas a pressão da torcida local pode tornar o jogo ainda mais desafiador. Uma vitória na estreia em Osaka reduziria a pressão para os dias seguintes.
Tabela apertada e briga por Macau
Após o Japão, o Brasil enfrenta Polônia, Tailândia e Estados Unidos. Duas vitórias garantem matematicamente a vaga; três ou quatro consolidam uma das melhores campanhas e podem evitar cruzamentos difíceis no mata-mata. Um tropeço, por outro lado, reabriria a disputa com seleções do meio da tabela que lutam pelas vagas restantes.
Impacto no ciclo e o que está em jogo
A etapa de Osaka funciona como um termômetro para o próximo ciclo olímpico. O desempenho sem Gabi e Tainara pode influenciar decisões sobre a base do elenco e planos de rodízio. Além disso, a boa campanha já movimenta audiência e interesse de patrocinadores, e uma vaga em Macau tende a reforçar o crescimento da seleção feminina. O Brasil entra em quadra com contas claras: vencer o Japão é o primeiro passo para garantir a classificação e testar a força de um grupo em transição que aponta para Los Angeles 2028.
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