Vasco perde para Bragantino e torcida revolta com Renato Gaúcho

Vasco perde para Bragantino e torcida revolta com Renato Gaúcho

Mesmo com os titulares poupados na Sul-Americana, o Vasco decepcionou mais uma vez o seu torcedor, que não poupou vaias e xingamentos ao técnico Renato Gaúcho — substituído na coletiva por Thiago Mendes e Admar Lopes, diretor de futebol — e aos jogadores, ontem, na derrota por 3 a 0 para o Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. Além do placar elástico, as falhas defensivas e a falta de efetividade no ataque deixaram (com razão) a arquibancada na bronca — copos foram arremessados na direção do treinador. Sobrou até para o presidente Pedrinho em uma noite que foi de homenagens a Geovani, o Pequeno Príncipe, ex-craque que morreu na semana passada.

Uma breve ilusão

Logo no início do jogo, o técnico Renato Gaúcho já gesticulava para os seus jogadores se lançarem ao ataque, mas o recado não adiantou tanto. É verdade que o Vasco até ameaçou uma pressão ao tentar explorar a velocidade de Andrés Gómez e Adson pelas beiradas, mas essa sensação de superioridade durou poucos minutos. Após conter os ânimos dos donos da casa, o Bragantino foi, aos poucos, se soltando na partida e ocupando o campo de ataque, o que deixou o jogo em uma espécie de banho-maria.

Se, até então, a equipe paulista não aproveitou as oportunidades criadas da melhor forma, o cruz-maltino, enfim, acordou na reta final do primeiro tempo, com finalizações de Spinelli e Gómez. Mas, logo em seguida, Léo Jardim foi exigido mais de uma vez. Para piorar a situação, o lateral-esquerdo Lucas Piton — que voltou a ser titular quando Cuiabano esteve lesionado — cortou mal a bola de cabeça e ainda se atrapalhou na hora da dividida com Pitta, que tocou para Rodriguinho avançar com liberdade e marcar de fora da área.

Diante do gol sofrido no último lance da etapa inicial, líderes do elenco como Léo Jardim e Thiago Mendes fizeram questão em expor o descontentamento com o vacilo da equipe. Fora de campo, a torcida não poupou vaias e xingamentos a Piton, além de protestar com gritos de “vencer no Caldeirão é obrigação”. Apesar do clima desfavorável para o lateral-esquerdo, Renato Gaúcho não só bancou a sua permanência, como também sequer promoveu mudanças no time após o intervalo.

Mas a convicção e o apoio do treinador duraram apenas seis minutos. Após o Bragantino mandar uma bola na trave, Piton, enfim, saiu — sob mais vaias — para a entrada de Cuiabano, que não atuava há quase um mês. Além da mudança na lateral esquerda, Rojas deu lugar a Brenner, que buscou aumentar a presença de área ao lado de Spinelli.

A estratégia até deu certo em meio aos cruzamentos, mas faltou capricho para a dupla de atacantes balançar as redes. Brenner foi mais um xingado pela torcida quando perdeu uma de suas chances claras. Não bastasse a ineficácia no ataque, a fragilidade defensiva também custou caro. Cria do Vasco, o lateral-direito João Vitor — Puma e Paulo Henrique estavam lesionados — foi facilmente driblado pelo habilidoso Mosquera, que só tocou para Pitta fazer o segundo.

Enquanto o Vasco seguia desperdiçando oportunidades para, quem sabe, engatar uma reação, (mais) uma lambança de Saldivia em um recuo de bola decretou a derrota. Vendido no lance, Léo Jardim viu Fernando se antecipar e aumentar o placar. Se o ambiente já era de revolta, as vaias e xingamentos tomaram conta por completo da arquibancada de São Januário.

No fim, ainda deu tempo de o Bragantino perder um pênalti, com Eduardo Sasha.

— Lance do Jogo

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