F1 atrai 42% de fãs mulheres: mudança no entretenimento

F1 atrai 42% de fãs mulheres: mudança no entretenimento

F1 atrai 42% de fãs mulheres: mudança no entretenimento

Durante décadas, a Fórmula 1 foi vista como um esporte técnico e masculino. Hoje, 42% da base global de fãs da categoria é feminina, segundo dados de 2025. Entre mulheres abaixo dos 25 anos, o crescimento superou 50% desde 2018. Entre novos fãs com menos de um ano de acompanhamento, três em cada quatro são mulheres.

Essa transformação não é casual. A F1 passou a investir em narrativas, redes sociais e entretenimento, impulsionada pela Liberty Media, que comprou os direitos em 2017. A série Drive to Survive, da Netflix, foi um marco: mostrou rivalidades e bastidores, transformando pilotos em personagens.

Para Erika Prado, engenheira e fundadora da comunidade Girls Like Racing, a mudança é geracional: “Carrinho era coisa de menino. Isso não existe mais”. Ela destaca que a internet permitiu que meninas descobrissem a F1 fora do ambiente tradicional.

As irmãs Luiza e Giovana, do Be Fast Podcast, afirmam que os fãs mais novos não têm vergonha de dizer que conheceram o esporte por vídeos nas redes sociais. No entanto, há um estigma de que o interesse feminino seria apenas estético. Na prática, o envolvimento se sustenta pela complexidade do automobilismo.

Com mais mulheres, surgiram espaços dedicados, como a Girls Like Racing, que começou como um grupo de WhatsApp e hoje reúne centenas de fãs. O Be Fast Podcast também busca criar uma comunidade segura para mulheres que acompanham a F1.

Elizabeth Blackstock, especialista em história do automobilismo, lista cinco motivos inusitados para a atração feminina:

  • Identificação com duplos padrões: Pilotos enfrentam críticas semelhantes às que mulheres sofrem.
  • Facilidade de começar: Regras simples, poucas corridas e curta duração facilitam o engajamento.
  • Experiência personalizada: Cada fã pode focar em estratégia, engenharia, história ou rivalidades.
  • Ausência de más memórias: A F1 não fazia parte do universo tradicional feminino, então não carrega estereótipos negativos.
  • Exclusão histórica: O interesse sempre existiu, mas faltava abertura. Hoje, as mulheres ocupam espaço como fãs legítimas.

Assim, os 42% de presença feminina mostram que a F1 deixou de ser um clube fechado para se tornar um produto cultural mais igualitário. Ao trocar o foco exclusivo na velocidade pelas narrativas, a categoria atraiu novas fãs e abriu espaço para que mais mulheres se sintam parte desse universo.

— Lance do Jogo

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