Iga Swiatek critica Grand Slams e defende luta coletiva das jogadoras

Iga Swiatek critica Grand Slams e defende luta coletiva das jogadoras

Swiatek lidera protesto silencioso em Roland Garros

A tetracampeã de Roland Garros, Iga Swiatek, atualmente número 3 do mundo, aproveitou a entrevista coletiva em Paris para expressar sua insatisfação com a organização dos Grand Slams. A polonesa e outras tenistas reduziram o tempo de contato com a imprensa para apenas 15 minutos diários, como forma de protesto. Swiatek defendeu que a luta por melhores condições é de todo o circuito, não apenas das estrelas do topo.

“Primeiro de tudo, acho que nós não temos nada contra a imprensa e vocês sabem que nós os respeitamos, e nós sabemos o quanto nossa relação (mídia-jogadores) é importante com o torneio, mas sinto que vamos fazer mais pelo torneio quando eles fizerem mais por nós, mas não é apenas nós os jogadores tops, que somos os que mais temos contato com vocês, mas também para os jogadores de ranking mais baixo e os mais jovens. É toda a estrutura. Pessoalmente, não tenho nada mesmo contra vocês, mas esta é a decisão que tomamos e é assim que vamos prosseguir”, afirmou.

Polêmica sobre desistências e críticas a dirigentes

A tenista polonesa também comentou a repercussão das críticas feitas pelo diretor do WTA de Dubai, que sugeriu penalidades para Swiatek e Aryna Sabalenka por desistirem do torneio em fevereiro. Com ironia, ela respondeu: “Eu soube das reclamações, eu não sabia desse comentário das penalizações, talvez porque isso seja ridículo. Bem, nós temos o direito de desistir de um torneio quando quisermos, então eu não vejo o problema, sinceramente. Se nós não nos sentimos bem fisicamente ou percebemos que o melhor é não competir naquele momento… tii, nós somos escravas? Estamos autorizadas a decidir, então não consigo ver onde está o problema. Nós ficamos com zero pontos no ranking, essa é a penalização”.

Futuro do protesto e preparação para o torneio

Questionada sobre a sustentabilidade do protesto, Swiatek foi cautelosa: “Essa é uma pergunta interessante. Para mim é difícil conseguir imaginar o que irá acontecer nas próximas duas semanas, nós vamos seguir o que decidimos, mas existem muitas coisas que podem acontecer e depende de como o torneio vai reagir, por isso não posso dizer agora que faremos isso ou aquilo, nós precisamos ver qual vai ser a resposta (do torneio). Não acho que fazer uma coisa pouco construtiva faça sentido, nós vamos forçar um pouco mais para ter o que precisamos e ter os torneios mais abertos a dialogar”.

Sobre suas perspectivas em Paris, a ex-número 1 destacou que cada edição é única: “vindo de grande temporada de saibro ou de uma não tão boa, cada Roland Garros é um torneio diferente. É preciso sentir e adaptar-se também”. Swiatek busca o pentacampeonato em Roland Garros, e sua postura firme fora das quadras demonstra a união das jogadoras em busca de respeito e melhores condições no circuito.

— Lance do Jogo

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